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INDEPENDENTE da confusão inicial que se estabeleceu sobre a quem competia tomar conta das investigações, horas depois era identificada a vítima:

Afrânio Arsênio de Lemos, 29 anos, branco, cabelos castanhos escuros, compleição física forte, bem nutrido, aproximadamente 1,70 metros de altura, desquitado, oficial da reserva do Exército (da FEB), funcionário da agência de Botafogo do Banco do Brasil. Residia no Engenho Novo, à rua Alan Kardeck, 50.

Afrânio de Lemos, em foto aperfeiçoada digitalmente

No Instituto Médico-Legal reconheceram o corpo José Leal e João Costa Freire, amigos do bancário, e o irmão Aluísio Arsênio de Lemos. Afrânio foi vitimado por três tiros de revólver calibre 32 e por catorze golpes no crânio. Um dos projéteis perfurou a mão da vítima. Os peritos também recolheram os objetos que estavam no carro e nos bolsos da vítima:

Uma caderneta de telefones (com os nomes Dirce, Neusa, Ieda, Amélia e Marina – segundo a polícia), quatro batons, um rolo de corda fina, um canivete-punhal, um par de brincos, no bolso Cr$ 292,70 em dinheiro, um relógio Ômega no pulso esquerdo e uma fotografia de uma jovem em cujo verso se grafava o seguinte: “Para o meu Afrânio, com todo o amor da tua Marina. Rio, 31/1/52”, e ainda no porta-luvas um broche de metal retorcido com o nome “Marina”, além de documentos de identidade do morto.

O retrato de Marina que levou a polícia a Alberto Bandeira (aperfeiçoado digitalmente)

VALENTIM, Antonio. O misterioso Crime do Sacopã, Maringá: Viseu, 2022.

L.s.N.S.J.C.!

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